Tive o privilégio de ter recebido de prenda um livro cujo nome é o título deste post. Li o livro num só dia, é daqueles livros que se começa a ler e não se quer parar mais, todo o livro fala de escolhas, deve ser a palavra que mais aparece no livro, agradeço à linda princesinha que mo ofereceu. É daqueles presentes que irei guardar sempre.
Como com quase todos os livros que tenho, também este teve direito a partes sublinhadas, partes que a mim me dizem alguma coisa e que vou aqui partilhar, porque apesar de ser um livro escrito em 1989, tem muitas coisas que se podem e devem utilizar nos dias que correm.
"O espírito não tem olhos, ouvidos, nem nada de material que precise dum suporte exterior para poder ter sentimentos, mas, antes pelo contrário, o espírito todo ele sente, ouve, vê, porque o espírito é a essência do ser, e quanto mais forte for o espírito, mais independente está para poder experimentar, sublimadas, as sensações que os sentidos dão de forma material."
"...o amor, quando nasce do nada, ao contrário do meu que é espontâneo, é por vezes (e muitas vezes são) como uma terra selvagem que tem de ser cultivada com paciência e esforço, adubada e ajardinada, para que as flores nasçam mais belas, por serem flores que saíram da terra bravia e dura. Eu de bom grado serei esse jardineiro."
"Amo-te tanto que nem a Terra, nem o Sol, nem a Lua, nem as Estrelas podem conter todo o amor que me queima por dentro, até um dia me consumir completamente! Se eu deixasse de te amar, de mim ficava apenas o corpo, porque a minha alma é o amor que tenho por ti. Se esse amor se perdesse, terias diante de ti não Aléscia, mas um farrapo, que já fora Aléscia e já não era. Terias diante de ti a Morte, porque só a morte pode destruir este amor!"
"Os homens pensavam: existe algo melhor do que o amor duma mulher para a felicidade? Quem disser o contrário não poderá estar no seu juízo.
A mulher era realmente o amparo do homem. Era o seu complemento natural. Era a delicadeza e graça que fazia um todo com a masculinidade da alma do homem.
As almas de um e outra deviam encaixar perfeitamente e, na sua diferença, constituíam uma unidade. Também o mesmo era verdade para os corpos. Do mesmo modo, quão diferentes eram um e outro. E como se encaixavam bem! Assim, dois constituíam um só, porque só um era apenas metade.
...
"E homem e mulher formam um só e esta unidade não é masculina nem feminina. É a unidade absoluta."
"É que um momento, apenas um, de felicidade total com Hagel, sabendo o meu amor inteiramente correspondido, contém o Universo que abarca o Sol, a Lua, as Estrelas e tudo quanto os olhos vêem e adivinham e esse Universo que é Tudo, é felicidade suprema!"
"O primeiro e mais nobre de todos é o percorrido por aquele ou aquela que guarda no seu coração um amor grande e desinteressado por outro ser humano. O homem que ama muito uma mulher ou a mulher que ama muito um homem e que não tem correspondência da outra parte, é obrigado a superar essa ferida tremenda, vivendo a vida como se realmente a vida nessas condições tivesse o verdadeiro valor que devia ter. Vive despossuído duma alegria e duma felicidade a que devia ter direito natural. É um sacrificado ou uma sacrificada e o seu sofrimento terreno merece bem grande recompensa na outra vida.
O segundo caminho é o percorrido por aqueles que amam muito e são muito amados. Os seus amores são inteiramente correspondidos. É o caso de teu Pai e o meu. Somos tanto mais felizes quanto mais felizes fizermos o ser amado. Só procuro servir o teu Pai e se faço algum sacrifício por ele, quanto maior for esse sacrifício, maior é o contentamento que a minha alma sente. O mesmo se passa como ele. Este caminho é o segundo em nobreza, porque o nosso amor, ao contrário do primeiro caso, é correspondido e por isso há recompensa terrena.
O terceiro caminho é o percorrido pela indiferença. Não há amor recíproco. Ninguém pede sacrifícios a ninguém e ninguém faz sacrifícios por ninguém. É uma visa sem valor, vazia, sem chama.
Mas há um quarto caminho e que é o quarto em nobreza. Para falar com franqueza, já nem nobreza tem. É um caminho onde falta a verdade e por isso, em vez de ter algum mérito, direi antes que tem demérito: é aquele que é percorrido por aqueles que casam sem amor, mas que são apaixonadamente amados. Este é o caminho último, porque é uma mentira fingir amor por quem nos ama muito e levar toda uma vida nesse caminho. É preferível e muitíssimo melhor que aqueles que possam vir a ser culpados de tão vil procedimento, declarem firme e francamente que não sentem amor pelo outro. Este é o caminho mais baixo para os que, não sentindo amor, o fingem, e, por outro lado, é também o caminho mais alto para aqueles que, amando tão ardentemente, tão devotadamente, com tanta entrega, se sacrificam para que o seu companheiro ou companheira se sinta bem. Nestes casos, estão frente a frente, por um lado o mérito, o valor, a abnegação; e a baixeza, a mentira, pelo outro."
"- Saudade!... O que é a saudade? O que é a saudade senão um ténue perfume que fica nas nossas almas? O que é a saudade senão uma indefinível sensação de vazio dentro de nós? Não é a saudade uma alma amputada de parte da sua essência, que deseja ardentemente voltar a ser de novo inteira? Não é a saudade a ânsia inquieta e sempre insatisfeita de desejar algo que já se teve e que se sabe jamais voltar a ter? Não é a saudade, além do que já disse, muito mais ainda? Não é a saudade uma ferida aberta no coração da alma, que não tem cura? Poderá alguém dizer o que é a saudade, em toda a sua sofredora extensão?"
Decidi colocar este post, pois há algumas pessoas que esperam ansiosamente algo colocado por mim.
Nem todos os dias poderei ter inspiração para escrever algo saído cá de dentro, mas como gosto de partilhar as coisas que me são oferecidas, este post é mais uma partilha.
Absorvam estas palavras que escritas há tanto tempo atrás continuam tão actuais!
Devorem estes bocadinhos do livro, tal como eu devorei o livro!
"O primeiro e mais nobre de todos é o percorrido por aquele ou aquela que guarda no seu coração um amor grande e desinteressado por outro ser humano. O homem que ama muito uma mulher ou a mulher que ama muito um homem e que não tem correspondência da outra parte, é obrigado a superar essa ferida tremenda, vivendo a vida como se realmente a vida nessas condições tivesse o verdadeiro valor que devia ter. Vive despossuído duma alegria e duma felicidade a que devia ter direito natural. É um sacrificado ou uma sacrificada e o seu sofrimento terreno merece bem grande recompensa na outra vida.
O segundo caminho é o percorrido por aqueles que amam muito e são muito amados. Os seus amores são inteiramente correspondidos. É o caso de teu Pai e o meu. Somos tanto mais felizes quanto mais felizes fizermos o ser amado. Só procuro servir o teu Pai e se faço algum sacrifício por ele, quanto maior for esse sacrifício, maior é o contentamento que a minha alma sente. O mesmo se passa como ele. Este caminho é o segundo em nobreza, porque o nosso amor, ao contrário do primeiro caso, é correspondido e por isso há recompensa terrena.
O terceiro caminho é o percorrido pela indiferença. Não há amor recíproco. Ninguém pede sacrifícios a ninguém e ninguém faz sacrifícios por ninguém. É uma visa sem valor, vazia, sem chama.
Mas há um quarto caminho e que é o quarto em nobreza. Para falar com franqueza, já nem nobreza tem. É um caminho onde falta a verdade e por isso, em vez de ter algum mérito, direi antes que tem demérito: é aquele que é percorrido por aqueles que casam sem amor, mas que são apaixonadamente amados. Este é o caminho último, porque é uma mentira fingir amor por quem nos ama muito e levar toda uma vida nesse caminho. É preferível e muitíssimo melhor que aqueles que possam vir a ser culpados de tão vil procedimento, declarem firme e francamente que não sentem amor pelo outro. Este é o caminho mais baixo para os que, não sentindo amor, o fingem, e, por outro lado, é também o caminho mais alto para aqueles que, amando tão ardentemente, tão devotadamente, com tanta entrega, se sacrificam para que o seu companheiro ou companheira se sinta bem. Nestes casos, estão frente a frente, por um lado o mérito, o valor, a abnegação; e a baixeza, a mentira, pelo outro."
"- Saudade!... O que é a saudade? O que é a saudade senão um ténue perfume que fica nas nossas almas? O que é a saudade senão uma indefinível sensação de vazio dentro de nós? Não é a saudade uma alma amputada de parte da sua essência, que deseja ardentemente voltar a ser de novo inteira? Não é a saudade a ânsia inquieta e sempre insatisfeita de desejar algo que já se teve e que se sabe jamais voltar a ter? Não é a saudade, além do que já disse, muito mais ainda? Não é a saudade uma ferida aberta no coração da alma, que não tem cura? Poderá alguém dizer o que é a saudade, em toda a sua sofredora extensão?"
Decidi colocar este post, pois há algumas pessoas que esperam ansiosamente algo colocado por mim.
Nem todos os dias poderei ter inspiração para escrever algo saído cá de dentro, mas como gosto de partilhar as coisas que me são oferecidas, este post é mais uma partilha.
Absorvam estas palavras que escritas há tanto tempo atrás continuam tão actuais!
Devorem estes bocadinhos do livro, tal como eu devorei o livro!
E depois de ler este post, que pode ser apenas uma partilha, mas que tem aquele teu toque tão especial.. apetece-me falar então no tema mais focado… O AMOR.
ResponderEliminarLi a uns tempos uma coisa que gostei bastante:” Amar o amor”
“O sábio escutou-o, olhou-o nos olhos e disse-lhe apenas uma palavra:
- Ame-a! E logo se calou.
- Mas, já não sinto nada por ela!
- Ame-a! disse novamente o sábio.
E diante do desconcerto do esposo, depois de um breve silêncio, disse-lhe o seguinte:
Amar é uma decisão, não apenas um sentimento; amar é dedicação e entrega. Amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor. O amor é um substantivo, um exercício de jardinagem: arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide. Esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excessos de chuvas, mas, nem por isso, abandone o seu jardim. Ame seu par, ou seja, aceite-o, valorize-o, respeite-o, dê afeto e ternura, admire e compreenda-o. Isso é tudo. Ame, simplesmente ame!" A inteligência sem amor, te faz perverso.”
Deste texto, tirei apenas algumas conclusões
A justiça sem amor torna-te implacável.
A diplomacia sem amor torna-te hipócrita.
O êxito sem amor torna-te arrogante.
A riqueza sem amor faz de ti avarento
A pobreza sem amor torna-te orgulhoso.
A beleza sem amor deixa-te fútil.
A autoridade sem amor torna-te tirano.
No trabalho sem amor es escravo.
A cruz sem amor converte-se em tortura.
A vida sem amor não tem sentido.
Gostaria de terminar este comentário(sim.. pk vocês já devem tar a pensar.. “yaaa, já paravas de escrever, que n dizes nada de jeito”, mas cm só por hoje, vou terminar citando João de Deus
“Não há existência alguma
Que não tenha amor nenhuma!
Porque o amor é uma suma essência de todo o ser;
Há sempre quem nos atraia,
Mil vezes que a onda caia,
Há uma rocha,uma praia,
Aonde a onda vai ter..”
E mais uma vez já me estiquei fico por aqui.. obrigada por este teu cantinho(mais uma vez)
P.s: e já que falei de amor, alguém uma vez disse, que o AMOR é estar intensamente grato ao destino,sim neste caso, por ter colocado no nosso caminho alguém tão maravilhoso cm tu!!!
três aspectos: o espirito, o amor e a saudade.
ResponderEliminarquando nao te chamo sara, e dizes coisas com sentido, muito sentido, há uma palavrinha feia, por assim dizer, que te chamo.. ya, lembrei-me dela agora. ( Nao sei porque.. AHAHA )
Hoje não estou numa fase lá muito sensivel, digamos.
Hoje fala-se que vivemos numa sociedade muito individualista, como se algum dia a nossa sociedade fosse colectivista, right. Brincadeiras à parte, o que temos de colectivo no nosso comportamento é mais estimulado por factores alheios à nossa vontade do que por um sentimento genuíno e magnifico de fraternidade inerente a nós. Parte desse individualismo, manfesta-se em todos os aspectos da nossa vida. Assim discretamente também na parte amorosa e afectiva. Somos, de facto, seres individuais ( ninguem nasce casado, pelo amor da santa! ), o que estraga tudo é mesmo essa necessidade e ideia genial imposta a nós por outros de que precisamos obrigatoriamente que encontrar alguém, um par, como se fosses ali a uma loja e comprasses um homem, uma cena contrária a nossa natureza, eu acho. Se a nossa natureza é viver acompanhada/o, e essa é a natureza de muitos, óptimo, vão todos à luta, achem o vosso amor e sejam felizes. Mas e se não for? ( sim, eu sei que me questiono muito! ) É que há pessoas que realmente não nasceram para viver a dois ( desculpem lá! ). Nesse caso o melhor mesmo é assumir a sua liberdade, manter-se independente, e mesmo assim, ser muito feliz! o que há de mal? O importante é fazer que manda o coração e sentir-se bem consigo mesmo. ( Sim, pelo menos nesta ultima frase eu sei que estamos de acordo. )
É lógico (!) que cada opção tem as suas vantagens e desvantagens. Nada há a 100%. Existem apenas opções viáveis ou inviáveis de acordo com as nossas necessidades. Só decide quem está bem informado, mesmo que seja a respeito de si mesmo.
Amor, saudade.. não, liberdade mesmo, hoje estou pela liberdade mais do que qualquer outro sentimento. É tipo aquele ditado que o meu avô tá sempre a repetir quando a minha mãe me põe com um vestido branco num altar, tudo muito bem idealizadinho : " quem pensa, não casa. Quem casa, não pensa! "
( a sério que não tenho absolutamente nada contra o casamento, juro ! )
Independentemente de se optar pela vida a sós ou a dois, o importante mesmo é desenvolver-se livremente. Cuidar de si mesmo, do espírito ( cá está ele ! ), desenvolver a nossa própria personalidade, os nossos gostos, competências, conhecimentos, enfim, enriquecer a vida de significados, unicamente para nós mesmos ( e pelo amor da virgem, não me digam que não tem piada nenhuma! não existimos? só com alguém ao nosso lado é que temos graça na vida? ). E se a vida nos trouxer alguém com quem compartilharmos isto tudo, e que saiba apreciar quem realmente somos sem nos querer mudar só porque sim e o vizinho até gosta, PERFEITO!!!
( sim, estou mesmo, mesmo numa de sinceridade sem lamechices, à bruta mesmo. eu bem te disse que precisava de vir praqui aliviar stress acumulado. O livro? sim, quero ler, quero muito, mesmo com este estado de espírito, LOL! )